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Igrejas na Holanda alertam sobre proposta de eutanásia para crianças


Igrejas na Holanda alertam sobre proposta de eutanásia para crianças

O governo holandês anunciou seus planos de permitir a eutanásia para crianças entre 1 e 12 anos, em caso de doenças terminais. Atualmente, o procedimento é permitido somente em crianças acima de 12 anos ou com menos de 1 ano, com o consentimento dos pais.

O ministro da Saúde holandês, Hugo de Jonge, disse que vai redigir os regulamentos para a prática e que o assunto será discutido por uma comissão especial da Câmara Holandesa, para a implementação nos próximos meses.

Hugo justifica a decisão explicando que “num pequeno número de casos, os cuidados paliativos não são suficientes”. Com a nova lei, então, algumas crianças não sofreriam de forma insuportável, segundo ele. 

Igrejas não concordam

As igrejas protestantes holandesas enviaram uma carta à Câmara dos Deputados, fazendo um alerta. Líderes cristãos dizem que “embora doenças graves e com risco de vida possam levar a situações complexas e angustiantes, as crianças não podem fazer uma escolha independente ao lidar com o fim ativo da vida”. 

O texto redigido por eles foi divulgado no jornal Reformatorisch Dagblad. “Tememos que esta proposta leve a uma discussão sobre a possibilidade de eutanásia para outros grupos de pessoas com  deficiência, como pessoas com demência grave. Isso é muito ameaçador para pessoas em circunstâncias vulneráveis”, escreveram ainda.

Além disso, as igrejas protestantes enfatizaram na carta que “é desejável e necessário que haja mais investimento em cuidados paliativos. Em 2014, a Bélgica tornou-se o primeiro país a permitir a eutanásia voluntária de crianças em estado terminal ou sentindo muitas dores. 

‘Não consigo ver como isso pode ser digno’

Vale lembrar aqui o caso de Archie Battersbee, um menino de 12 anos que estava em coma e ventilação induzida num hospital de Londres. Os pais tiveram que implorar para que o filho permanecesse com o suporte de vida, já que eles tinham esperança que o garoto voltasse à consciência. 

Mas, depois de uma batalha judicial de quatro meses, a justiça do país determinou que as máquinas fossem desligadas. Desde o início das brigas judiciais, as autoridades estavam forçando o momento do desligamento dos aparelhos, alegando que seria a melhor opção para o menino. “Direito a uma morte digna”, eles defendiam.

Por outro lado, os pais retrucavam, dizendo que “Deus é quem decide o momento da morte” e que “não tem nada de digno em antecipar a morte de uma criança.

“Morte planejada é outro nome para a eutanásia, que é ilegal neste país. A remoção ‘planejada’ do ventilador é definitivamente a pior coisa que pode acontecer do meu ponto de vista. Não consigo ver como isso é de alguma forma digno”, escreveu Hollie, a mãe de Archie, enquanto tentava negociar tempo com os juízes. 

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